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Este artigo foi escrito no dia 13 nov 2013, e pertence à categoria Resenhas.

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Resenha: Cidades de Papel [John Green]

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Não se fala em outra coisa: é John Green pra cá, John Green pra lá. O escritor de A Culpa é das Estrelas (já falamos dele aqui) veio se tornando um dos nomes mais comentados da literatura recente norte-americana. Não é pra menos: seus livros têm tudo pra amolecer até os corações mais endurecidos, além de personagens que geram uma forte empatia.

E, veja bem, eu falo isso correndo o risco de me contradizer! Quando fiz a resenha de A Culpa aqui na Literar, critiquei o fanatismo pelo John Green e esse frisson que ele gera nas pessoas. Parte do meu processo pra entender tudo isso foi conhecer mais sobre os trabalhos dele. O segundo livro dele que li foi Cidades de Papel, e gostei tanto que ando considerando reler A Culpa com outros olhos.

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Pessoalmente, Cidades de Papel me tocou mais que a história de Gus e Hazel, por um único – porém essencial – motivo: o livro me parece mais simples. Cidades de Papel traz os elementos que gostei na escrita de Green sem os que me incomodaram. A começar pelo trecho de abertura:

“Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio , nem ganhar um prêmio Nobel, nem virar ditador de uma pequena ilha do Pacífico, nem ter um câncer terminal de ouvido, nem sofrer combustão espontânea. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós.”

O protagonista é Quentin (ou Q, para os amigos), um adolescente lutando com os problemas típicos da idade: garotas, ensino médio, videogames. Tudo na mais perfeita tranquilidade. Ou pelo menos é assim até que Margo Roth Spiegelman acontece, e tudo muda. Margo era amiga de infância de Q, mas os dois não conversam já há alguns anos. Numa noite, sem mais nem menos, a garota aparece na sua janela vestida de ninja e envolve Quentin em um mirabolante plano de vingança. Daí pra frente a coisa toda desanda e é uma loucura atrás da outra.

Uma das coisas mais bacanas no livro é a expressão do título. Margo usa o termo “cidades de papel” para se referir à forma como ela vê o local onde vivem. Ali, tudo é encenado, nada é real. Ninguém tem emoções de verdade ou age sem pensar no que aquilo vai significar para a sociedade que o cerca. O mundo segue como uma gigantesca maquete onde todos tem um papel a desempenhar.

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A mensagem que fica é: vale a pena dar outras chances a John Green. Cidades de Papel é um livro emocionante, que nos faz pensar na deliciosa sensação de achar que o mundo cabe nas palmas das mãos. E talvez realmente caiba, se você souber pedir com jeito.

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literar-papel-capaCIDADES DE PAPEL

Autor: John Green
Título original: Paper Towns
2010/2013, 368 páginas, Editora Intrínseca

Onde comprar?
Saraiva
Submarino
Estante Virtual (novos e usados)
Amazon (em inglês)
Book Depository (em inglês)

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Um exemplar do livro “Cidades de Papel” foi enviado como cortesia para a Literar pela Editora Intrínseca.

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