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Este artigo foi escrito no dia 25 jun 2013, e pertence à categoria Resenhas.

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Resenha: Marilyn e JFK [François Forestier]

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Os (verdadeiros) desajustados

É inegável a sensualidade e beleza de Marilyn Monroe. Mesmo em seus piores momentos, no auge da loucura e estafa, ela se mantinha linda… ou, então, se escondia!

Quando eu era criança, vi uma foto dela morta e a imagem nunca saiu da minha cabeça. Fiquei assustado ao ver o eterno ícone de lindeza com uma cara lavada, feia, finada… Pode parecer exagero, mas o choque foi tão grande que tive pesadelos por algum tempo. Depois de maior, já superado meu trauma, me aproximei novamente de Marilyn através de filmes. Não me tornei nenhum fanático, mas comecei a me interessar mais pela vida do grande e eterno símbolo sexual, principalmente depois de ler Marilyn e JFK, de François Forestier. De certa forma, foi a minha terapia. O autor francês tirou Marilyn do pedestal e a transformou em uma humana comum… ou nem tanto!

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O livro não é o único relato da louca existência da artista americana que eu já li, porém, para mim, é o melhor – principalmente por juntar duas personalidades tão populares como epicentro de toda trama. Em algumas dessas outras obras, nem mesmo citam o relacionamento entre miss Monroe e o futuro presidente do EUA, John Fitzgerald Kennedy, ou então dão pouca importância, como se tivesse sido um amor de um final de semana.

Já no prólogo, Forestier afirma que é necessário ter uma máíndole para contar a história de Marilyn e JFK… e que ele tem! O livro traz contos surpreendentes: As porcarias de Marilyn, que detestava tomar banho; as doenças venéreas de John Kennedy; a impotência de Frank Sinatra; a infelicidade de Jackie Kennedy (futura senhora Onassis); a lealdade de Joe DiMaggio com Marilyn; a obra fala sobre a máfia, espionagem, J. Edgar Hoover, adultério, entre vários outros fatos dos bastidores de Hollywood e da política à época.

É muita informação! Exatamente por isso é preciso ter atenção, há personagens novos em todos os instantes, mas é uma história que consegue prender o leitor, principalmente por apresentar tantos fatos reais.

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Apesar de ter como tema central o chamego entre a atriz e o político, o livro relembra o começo das vidas de Norma Jeane, nome de batismo de Marilyn, e do pequeno Kennedy, que era uma criança que vivia doente. Assim, também, traça um perfil familiar das famílias dos personagens principais.

Mal visto pelos conservadores, encantadores para os modernos, há alguns boatos de que, talvez, eles tenham se amado, mas de uma coisa não há dúvidas: eles eram apaixonados por poder e sexo! Quando se trata de personalidades polêmicas como o presidente bonitão e a sexy girl de Hollywood muitas histórias viram lendas, mesmo se tratando de um relacionamento com tantas vigias e escuta como foi o deles…

Marilyn e JFK tira todo o glamour de Marilyn Monroe e apaga a imagem de bom moço de John Fitzgerald Kennedy de uma vez por todas. Não há mistérios para o final da história. O autor desmitifica qualquer teoria da conspiração para as mortes de Marilyn ou John, mas, antes, nos dá todos os motivos para que suas vidas tenham acabado tão cedo.

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Autor: François Forestier
Título original: Marilyn et JFK
2009, 216 páginas, Editora Objetiva

Onde comprar?
Saraiva (edição de bolso)
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Estante Virtual (novos e usados)
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saiba-mais

- Embora existam algumas versões para a morte de Marilyn, o que consta no atestado de óbito é overdose de remédios, sem certeza se foi proposital ou não… Seu corpo foi encontrado nu, ao lado do telefone, perto de várias pílulas, no dia 5 de agosto de 1962. Ela tinha 36 anos.

- O segundo marido de Marilyn, o grande jogador de beisebol Joe DiMaggio, levou rosas ao túmulo da ex-esposa até morrer, em 1999. As netas do atleta encontraram uma carta assinada por Monroe, dizendo “Eu te amo, Joe”, datada do dia 4 de agosto de 1962, um dia antes da morte da musa. As últimas palavras de DiMaggio foram: Agora eu vou encontrar Marilyn.

- John F. Kennedy morreu com um tiro na cabeça durante uma visita política na cidade de Dallas, em 1963, com 46 anos.

- François Forestier também já escreveu sobre Aristóteles Onassis, Martin Luther King e, mais recentemente, Marlon Brando.

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