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Este artigo foi escrito no dia 06 dez 2015, e pertence à categoria Escrita em Progresso.

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Nova casa: mudança

6 de dezembro de 2015. Durante 20 semanas estivemos aqui na “Escrita em progresso” compartilhando com vocês etapas do quem tem sido a pesquisa, criação e escrita do romance “A Casa da Senhora H”. Agora a coluna está de mudança para o meu site e vai abrigar outros trabalhos de criação e pesquisa, além da publicação tanto de textos atuais quanto já produzidos, mas ainda inéditos. A mudança é resultado da maravilhosa experiência que tive aqui na Literar e tomei a decisão de ampliá-la para os demais projetos que tenho desenvolvido, seja nas Artes Cênicas, Literatura ou Comunicação. O trabalho com “A Casa da Senhora H” continua lá, pois estou ainda na primeira versão e seguirei compartilhando as novidades da finalização e o processo de publicação e lançamento para o ano que vem.

Quero deixar registrado aqui o meu MUITO OBRIGADO aos queridos Anne, Fred e Luiz pelo espaço, pelo carinho e pelo convite de seguir como colaborador da Revista Literar, um trabalho que admiro pela competência, qualidade e delicadeza! E também MUITO OBRIGADO a vocês leitores que acompanharam, leram e participaram dessa empreitada até então inédita pra mim e convido-os a visitar a nova casa e seguir o Blog “Escrita em Progresso” (www.juarezguimaraesdias.com).

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E, para quase despedir-me (pois voltarei várias vezes para um café), deixo um capítulo da Segunda Parte de “A Casa da Senhora H”, que narra o dia da mudança da Senhorita H da Capital para sua nova Casa, construída numa Fazenda aos pés de uma Figueira mágica centenária e abençoada pelo Sol:

A CASA DOS SERES E OBJETOS. Mal o sol despontara no horizonte e caminhonetas carregadas de mudança acessavam a estreita estrada de terra que as conduziria ao seu destino: a nova casa branca de janelas e portas azuis construída no campo de capim barba-de-bode da Fazenda São José. Brucutú já estava na soleira junto a alguns colonos aguardando a encomenda. Chegava ao fim a empreitada de quase nove meses intensos e suados de construção e agora era o momento de parir e mobiliar: camas rústicas de solteiro (a Senhorita H reservava-se o direito de dormir só, como nos mosteiros, ainda que dividisse o quarto com seu companheiro), grandes cadeiras e mesas de madeira maciça, aparadores (ela gostava de ter espaço para dispor seus objetos, livros, bibelôs, suvenires), escrivaninha, estantes e duas esculturas em madeira (São Francisco de Assis e São Benedito) que emolduram a porta principal, tudo adquirido num antiquário da Cidade.

Mais tarde, cavalos e burros puxavam carroças para transportar outros móveis, fogão, sofás de couro, adornos, redes, travesseiros, arcas, panelas de pedra e ferro e utensílios de cozinha, roupas, sapatos, objetos pessoais e mantimentos vindos da Casa Grande da Fazenda. Da Casa do Sumaré, na Capital, que fora vendida à atriz Ruth Escobar logo no início da construção, vieram obras de arte (esculturas e quadros), livros, enxoval finíssimo de lençóis, fronhas, colchas, toalhas, aparelhos de jantar, baixelas, travessas, fruteiras, faqueiros de prata e ouro legítimos. Peças do mais apurado bom gosto e requinte conviviam com a nudez e a rusticidade dos móveis e cômodos.

Mudar é verbo que costuma carregar em seu lombo dois irmãos-gêmeos: perder e ganhar. Mas nem sempre eles estão juntos, pois a Senhorita H estava realizada.”

 

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Visite a Casa da Senhora H no Facebook: www.facebook.com/acasadasenhorah

Blog “Escrita em progresso”: www.juarezguimarãesdias.com

saiba-mais

Juarez Guimarães Dias é mineiro, radicado em Belo Horizonte, e nasceu em 14 de abril de 1978 em Conselheiro Lafaiete. É Doutor em Artes Cênicas (Unirio), Mestre em Literatura (PUC-Minas) e Bacharel em Comunicação Social (Uni-BH). É escritor, dramaturgo e encenador, designer gráfico e professor do Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH), onde é docente do curso de Publicidade e Propaganda. É autor de “O fluxo metanarrativo de Hilda Hilst em ‘Fluxo-floema’” (Ed. Annablume, 2010), obra oriunda de sua dissertação de Mestrado. Atualmente desenvolve o romance literário “A Casa da Senhora H” sobre a Casa do Sol da escritora Hilda Hilst, projeto contemplado pelo Prêmio Funarte/ Biblioteca Nacional de Criação Literária 2012.

Desde a infância tem apreço por livros (especialmente por romances e contos), o que o levou também a escrever literatura e a produzir jornais aos 11 anos de idade. Desde então, coleciona uma produção (não publicada) de 7 romances, 30 contos, alguns poemas e letras de música, crônicas, roteiros e dramaturgias e muitos textos inacabados. Entretanto, só assumiu profissionalmente o ofício da escrita a partir de sua experiência no teatro como dramaturgo e encenador e, mais recentemente, como escritor por meio do romance “A Casa da Senhora H”. Foi vencedor do Prêmio de Dramaturgia do Clube dos Escritores de Ipatinga/ USIMINAS com a peça (inédita) “Oriana tem que morrer”.

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