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Este artigo foi escrito no dia 10 fev 2015, e pertence à categoria Resenhas.

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Resenha: Put some farofa [Gregório Duvivier]

Farofa até no café da manhã

Eu conheci o Gregório Duvivier assistindo o Apenas o fim e fiquei tão encantado como aquela história poderia ser real que, só no cinema, eu fui cinco vezes. As referências pop e modernas fizeram com que eu criasse uma identidade com a película. Com o tempo o rosto do Gregório se tornou mais comum em algumas participações na TV, outros filmes e, pouco tempo depois, em vídeos na internet, mas ainda no canal Anões em Chamas, só mais tarde o tão falado Porta dos Fundos.

Essa semana eu fui ao cinema e, como ainda faltava um bom tempo para começar o filme, entrei em uma livraria e comprei o último livro do jovem carioca, Put some farofa. Estava louco para lê-lo e a oportunidade veio a calhar. Em menos de meia hora eu já tinha lido metade do livro.

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O livro faz uma compilação de crônicas já publicadas – algumas inéditas – e roteiros para os vídeos do Porta dos Fundos, então não vai ser muito difícil se deparar com textos já conhecidos. Claro! É impossível não aparecer pelo menos três compartilhamentos das crônicas que Gregório publica todas as semanas pelo jornal Folha de S.Paulo no seu feed das redes sociais e não há um jovem que nunca tenha visto pelo menos um vídeo do canal de humor.

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O próprio nome da obra é retirada de uma crônica que o autor escreveu durante a Copa do Mundo e teve uma imensa repercussão, Pardon anything,. A leitura da obra é fácil, nos pontua acontecimentos recentes e ainda coloca vários fatos da vida pessoal, como o divórcio dos pais e o irmão mais velho que tem uma rara síndrome.

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A tal identidade que o filme em que ele estrelou com a Erika Mader me causou, pelas citações de cultura pop, é recorrente no trabalho de Gregório. Menções ao aplicativo de corrida da Nike, ao provedor IG, Zipmail, Orkut, o beijo gay na novela Amor à vida, aplicativos de conversa para celular e ainda a discussão sobre assuntos atuais como legalização do aborto, eleições, candidato que não fede nem cheira e aquele que cheira, com humor, sensibilidade, mas principalmente com singeleza.

Ele é o tipo de cara que eu adoraria ser amigo. Em uma crônica de Put some farofa, ele diz que chamar as pessoas pelo sobrenome indica intimidade, então, finalizo escrevendo que Duvivier tem minha audiência em tudo que ele fizer.

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Um exemplar do livro “Put Some Farofa” foi enviado como cortesia para a Literar pela Companhia das Letras.

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