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Este artigo foi escrito no dia 27 mai 2015, e pertence à categoria Resenhas.

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Resenha: Sete Anos [Fernanda Torres]

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Uma nova chance a Fernanda

Não há como ignorar uma publicação de Fernanda Torres. Sendo quem é, só poderia vir coisa boa da atriz barra escritora. Depois da belezura do romance Fim, que a carioca lançou em 2013, a editora Companhia das Letras resolveu lançar uma compilação de textos que a artista escreveu para as revistas piauí, Veja Rio e o jornal Folha de S. Paulo, de 2007 até 2014. Não a toa o livro se chama Sete anos: crônicas.

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Sendo uma global, Fernanda foi a vários programas de tevê para o lançamento do seu livro. Em todos – pelo menos os que eu assisti –, Fernanda sempre era questionada ou citavam uma crônica em especial, Despedida, em que ela descreve sobre o dia da morte de seu pai, xará e colega de profissão, Fernando Torres. O relato é uma das redações inéditas que a obra também traz. Tamanha a publicidade em cima de tal texto me chamou tanta atenção que eu fiquei enlouquecido para ler a antologia de crônicas. (A narração da triste madrugada recebe destaque até na contracapa do livro.)

Depois de ter adorado Fim, busquei Sete anos com a certeza que eu iria me apaixonar ainda mais pela família de Fernandos (que é um nome muito corrente na minha vida, aliás). Não há como negar que Fernanda é uma mulher politizada, bem informada, inteligente e cheia de conteúdo sobre todos os assuntos que procurou tratar, mas, confesso, que nem em todas as crônicas a leitura foi agradável. Tive preguiça de dar continuidade.

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Sete vidas traz crônicas de todos os assuntos possíveis. Viagens, gravações em lugares exóticos, histórias curiosíssimas, política, partidarismo, assuntos contemporâneos (ou pelo menos eram há sete anos…). E talvez aí esteja o problema. Há textos que trazem praticamente todos os conceitos possíveis: Contos pessoais, fatos históricos e questões atuais, tudo junto e misturado. Às vezes, parece que ela tinha um deadline apertado, uma agenda lotada e nada na cabeça. Assim, escrevia sobre qualquer coisa sem graça.

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Deixei Fernanda abandonada, admito – mas veja bem: abandonada, não esquecida! – em uma mochila que me acompanha todos os dias. Depois de um bom tempo entre minha agenda e um estojo, chegou um dia que não havia nada melhor para me fazer companhia do que ela. Abri com a certeza que eu deveria terminar de ler aquele livro. Devia isso a mim e a ela.

Por sorte nossa, havia parado em uma parte em que a autora trata de assuntos mais íntimos, que me aproximou dela. Fala-se da morte de Dercy Gonçalves, Eduardo Coutinho, João Ubaldo Ribeiro, Felipe Pinheiro… E entre essas, eis que surge a tão falada despedida que Fernanda faz a seu pai.

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Quando fechei o livro após ter terminado uma briga que eu tinha armado com a artista carioca, fiquei com vontade de escrever. Alguma coisa me fez ter vontade de ter tanto conteúdo como Fernanda e ainda assim tão trivial e cheio de sentido.

Que venham mais romances! Que venham mais coletâneas de crônicas! Que haja sempre Fernanda Torres!

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literar-cronicasmarcianas-capaPSETE ANOS

Autora: Fernanda Torres
2014, 192 páginas, Companhia das Letras

Onde comprar?
– Saraiva 
– Amazon Brasil
Livraria Cultura
- Submarino
– Estante Virtual (novos e usados)
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Um exemplar do livro “Sete Vidas” foi enviado como cortesia para a Literar pela Companhia das Letras.

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