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Top 5: Livros com trilha-sonora

Literatura e música são irmãos inseparáveis. Quando o livro não tem referências musicais, a gente até cria mentalmente uma trilha-sonora para aquelas passagens memoráveis. Quando tem, aí que a gente se delicia mais ainda. Para essa semana, escolhemos 05 títulos que trazem trilhas-sonoras que fazem toda a diferença. Olha só nosso playlist:

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#05: Cinquenta Tons de Cinza [E. L. James]

Este foi um dos livros mais comentados no último ano, tanto na mídia quanto nas mesas de boteco. O que nem todo mundo sabe é que uma presença marcante da trama de Cinquenta Tons de Cinza é sua trilha sonora: ao longo de todo o livro, os protagonistas citam músicas e vivenciam momentos importantes ao som de melodias, dando mais ênfase aos sentimentos envolvidos. A playlist não poderia ser mais eclética, de Britney Spears a Chopin, passando por Frank Sinatra, Kings of Leon, Bruce Springsteen, Verdi, Damien Rice e até mesmo nosso aclamado compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos. Mesmo quem não gosta da história pode apreciar algumas das músicas!

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#04: O Lado Bom da Vida [Matthew Quick]

O Lado Bom da Vida conta a história de Pat, um trintão professor de história que, após passar uma temporada em uma clínica psiquiátrica, volta para a casa dos pais. O personagem sonha com a volta de seu casamento com a ex-mulher Nikki, mas as coisas não vão lá tão bem quanto ele desejava. Nesse meio tempo Pat conhece Tiffany, alguém que tem em comum com ele o desejo de melhorar de vida e trilhar um caminho de auto-conhecimento. Ao longo do livro, o escritor Matthew Quick nos apresenta várias músicas que embalam alguns dos momentos-chave – e pra quem viu o filme, vale destacar: as músicas são bem diferentes! No concurso de dança que os dois participam, por exemplo, a trilha é Total Eclipse of The Heart, de Bonnie Tyler. E o mais legal é que as músicas se mostram parte essencial da recuperação de Pat.

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#03: Laranja Mecânica [Anthony Burgess]

Taí um exemplo que uma única música pode ser suficiente para ambientar uma história inteira. Laranja Mecânica é cercada o tempo todo pela 9ª Sinfonia de Beethoven. Pra quem não conhece a história do livro (ou pra quem já viu o filme e nem sabia que existia um livro!), a gente conta um pouquinho: a história se passa em uma data futurista não especificada, e conta a história de Alex, um adolescente revoltado que, junto com sua turma, usa a violência gratuita como forma de diversão. Alex acaba sendo preso por seus atos de vandalismo e passa por um processo de lavagem cerebral como forma de recondicioná-lo a sentir nojo das suas antitudes anterios. O nome desse processo? A Técnica Ludovico, referência ao primeiro nome de Beethoven, Ludwig (versão alemã para o latim Ludovicus). A nona sinfonia é a música preferida de Alex, e a técnica de lavagem faz com que ele passe a escutar mentalmente a música cada vez que tenha atitudes violentas – e se sentir muito enjoado com isso. Não é demais falar que, sem a música de Beethoven, não existiria narrativa. Ponto para Anthony Burgess.

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#02: Hell – Paris – 75016 [Lolita Pille]

Na nossa resenha sobre Hell – Paris – 75016 já tínhamos falamos como as músicas citadas são um complemento para a obra. O livro mistura o som eletrônico da dupla Daft Punk e a triste ópera La Traviata de Verdi, inspirada no romance A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho. Mas quem reina disparado é o artista francês Léo Ferré. Avec Le temps e La vie d’artiste se encaixam no enredo da história e transmitem a emoção que a autora Lolita Pille quer trazer. Hell chega ao nosso segundo lugar por deixar claro que com o tempo tudo vai embora e que a vida não tá fácil pra ninguém!

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#01 As Vantagens de Ser Invisível [Stephen Chbosky]

Contamos na nossa resenha tudo o que achamos de As Vantagens de Ser Invisível, e colocá-lo no primeiro lugar da nossa lista não foi escolha difícil. Esse é um livro que traz as músicas como parte essencial da trajetória do personagem principal, Charlie. Esse é um romance sobre auto-descoberta, e as canções que seguem Charlie por esse caminho são determinantes. É difícil pensar no livro sem escutar tocando na cabeça Asleep dos Smiths (que é a música favorita do protagonista) ou Heroes do David Bowie (principalmente para quem viu o filme). Mas a trilha não para por aí: tem também Beatles, Simon and Garfunkel, Smashing Pumpkins Alice Cooper, só pra citar alguns. Tem a trilha completa no artigo do livro na Wikipedia, se você se interessou.

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