INÍCIO . RESENHAS . PERFIL . TOP 5 . +LITERAR
CRÔNICA DO DIA . AGENDA

Top 5: #vemprarua

O Brasil está em plena revolução, e a Literar apoia as manifestações em todo o país – desde que pacíficas, sem destruir o patrimônio público e mantendo sempre a cabeça fria! Afinal, é assim que se faz historia! Nessa onda verde e amarela, preparamos um Top 5 com livros que registram a historia do nosso país: #vemprarua com a gente!

top05-header

vemprarua05

#05: A Felicidade é Fácil [Edney Silvestre]

Não! Não é nada de auto-ajuda! Aliás, não queremos curar ninguém! Apesar de ser uma ficção, o romance é ambientado em um momento decadente e bem real do Brasil: Era Collor. Poupanças congeladas, um novo plano econômico super inflacionário, polêmicas pessoais… Parece até uma história fantasiosa, mas foi verdade.

O enredo do livro escrito pelo jornalista global Edney Silvestre se passa em um único dia, mas tempo bastante para traçar uma trama cheia de corrupção, reflexões e expectativas. A Felicidade é fácil, mas só quem viveu no início dos anos de 1990 sabe como foi difícil ver sonhos destruídos do dia para noite!

O final dessa história a gente sabe, mesmo que ela não esteja escrita no livro: o povo brasileiro fez bonito e conquistou mais do que nosso 5º lugar! Mostrou também a força de quem não cala…

.

vemprarua04

#04: 1968 – O Ano Que Não Terminou [Zuenir Ventura]

O ano de 1968 prometia mudanças! O mundo ansiava liberdade! A gente nem precisa falar que o período ditatorial deixou marcas na nossa sociedade e cultura que para sempre vão ser lembradas.

Zuenir Ventura narra vários acontecimentos políticos e culturais que aconteceram não só no Brasil, mas no mundo, como as manifestações francesas, a abertura para se discutir sexo nas escolas, a Tropicália, a morte do estudante Edson Luis Lima Souto, batalhas civis e passeatas históricas.

1968 foi marcado por repreensão, tortura, perseguição, exílio e muita inquietação. Parecia que nada mais poderia acontecer, até que em dezembro daquele ano foi instaurado o Ato Institucional Número 5, que legitimava a censura prévia e um cerco mais fechado para os manifestantes. 45 anos se passaram, mas ainda há a sensação de que faltou alguma coisa…

.

vemprarua03

#03: Hilda Furacão [Roberto Drummond]

Esta ficção, que já mexeu com o imaginário de muitos brasileiros, vai além da história sobre a garota-do-maiô-dourado que largou a vida boa para virar prostituta na zona boemia de BH, e que acaba se apaixonando por um frei! Roberto Drummond, que era comunista e militante, fala sobre a realidade do Brasil na época em muitas de suas obras. E não seria diferente nesta. O próprio autor é personagem e narra os anos que precedem no golpe de 1964. O fim é arrasador. Quando Hilda Furacão e o santo Malthus iriam fugir para viver seu amor proibido, este é preso e torturado no primeiro dia de vigência do Golpe. Muitas vidas foram destruídas a partir dali, não apenas no romance. Se você sabe dos desaparecimentos, mortes e prisões que aconteceram a partir dali, sabe do que a gente tá falando…

.

vemprarua02

#02: Olga [Fernando Morais]

Comunismo, guerra, ditadura, romance e tortura… Todo mundo aí sabe que juntando tudo isso dá uma boa história para se contar. Mas e se essa história for real? O escritor Fernando Morais, conta em Olga mais do que a vida da jovem militante comunista alemã Olga Benário e seu romance com o companheiro brasileiro Luís Carlos Prestes. Em plena 2º Guerra Mundial, o Brasil nas mãos de Getúlio Vargas também vivia tempos críticos, com ditadura e repressão política.

Após a tentativa fracassada do golpe conhecido como Intentona Comunista, Prestes e Olga acabam presos, e de presente para Hitler, Vargas envia Olga de volta para a Alemanha. O que mais deixa o leitor emputecido é a perseguição por aqui. A descrição das torturas feitas pela polícia é capaz de fazer o mais insensível chorar e se indignar, por alguém ser capaz de fazer isso com outro ser humano.

.

vemprarua01

#01: O Que É Isso, Companheiro? [Fernando Gabeira]

Usar uma tanga de crochê em plena Ipanema não foi a única atitude de Fernando Gabeira contra algum movimento. Em O que é isso, companheiro?, o autor narra, em primeira pessoa, o sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick no Brasil entre 1969 e 1970 para forçar os dirigentes da Ditadura Militar a libertar 15 presos políticos. A retenção durou quase três dias e contou com a participação de 13 guerrilheiros. O fato ficou famoso no mundo inteiro e não é pra menos…

A gente é contra qualquer tipo de vandalismo, mas não nega que na situação em que o Brasil estava, posturas mais trágicas eram necessárias! A confusão e a insegurança (sobre a conduta tomada, pela circunstância em que o país se encontrava e as hesitações pessoais) estão presentes desde o título da obra. O que é isso? Essa indignação não saiu das nossas cabeças até hoje e é por isso que a gente vai às ruas!

.

assinatura-todos

.

Comentários

comentário(s)